quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Lúcia-lima: se todos os remédios soubessem tão bem...


Em Portugal, costumamos consumi-la em infusões. Sabemos que faz bem, mesmo que não saibamos bem a quê. É um verdadeiro remédio natural e a sabedoria popular encarregou-se de o divulgar. São inúmeros os seus benefícios:
- tem um efeito calmante e sedativo reconhecido - ajuda a adormecer e melhora a qualidade do sono.
- reduz a ansiedade e as insónias.
- ajuda na digestão e alivia cólicas gastro-intestinais e menstruais.
- tem um efeito anti-inflamatório, antibiótico (contra bactérias como a E. Coli) e antifúngico (contra a Candida Albicans).
- tem um poder anti-oxidante equivalente ao chá verde.
- protege contra os efeitos adversos da quimioterapia.
- reduz a tensão arterial
- e a frequência de enxaquecas.

Mas as infusões de folhas secas, muitas vezes usadas em SOS, não são a única forma de consumir a lúcia-lima. É que, ao contrário de muitos remédios, este sabe bem! O seu aroma a limão faz dela uma boa escolha para temperar molhos de saladas e marinadas, sobremesas, sorvetes, sumos de fruta e cocktails,  usando as folhas frescas. Tal como as que encontrará no cabaz desta semana.

Outros nomes para a lúcia-lima: limonete, bela-luísa, erva-luísa, doce-lima, Aloysia citrodora (nome científico)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Beringela gratinada

Uma receita que pode servir de entrada ou prato principal, dependendo do apetite e do contexto. Para usar a beringela, o tomate e a cebola que encontrará no cabaz desta semana. 


Beringela Gratinada


3 beringelas
750 g de tomate maduro
2 cebolas
1 cenoura
3 queijos mozarella frescos (em bola)
150 g de queijo parmesão ralado
manjericão
azeite
sal e pimenta
açúcar

Lave as beringelas e, sem descascar, 
corte-as às rodelas (0,5 cm aproximadamente). 
Coloque-as numa rede ou escorredor e espalhe sal grosso por cima. Deixe repousar 30 minutos a uma hora. Vão perder algum líquido e também parte do seu sabor amargo.

Entretanto, prepare um molho de tomate espesso, com cebola refogada, tomate maduro e uma cenoura ralada. Deve cozinhar pelo menos 30 minutos, mexendo de vez em quando (se tiver Bimby, siga a receita de molho de tomate do livro base). Junte uma colher de chá de açúcar, tempere com sal e pimenta e triture para ficar homogéneo. Acrescente manjericão picado (ou orégãos, se preferir).

Coloque as rodelas de beringela na grelha, pincele-as com azeite e leve a forno forte, até que fiquem douradas.
Numa assadeira, alterne camadas de molho de tomate, rodelas de beringela e queijo mozarella fresco, também às rodelas. Termine com molho de tomate. Polvilhe com o queijo parmesão ralado. 
Leve a forno forte para gratinar. 

sábado, 13 de outubro de 2012

Cabaz da Semana


Entrega 19 de outubro
Encomendas até quarta,  dia 17, às 15h

Lúcia Lima
Feijão verde
Beringela
Abóbora
Alho francês
Alface
Tomate
Cebola
Batata
Uvas
Maçã
Batata doce  

O cabaz L contém todas as variedades.
O cabaz M contém todas as variedades excepto a batata doce.   

Extra cabaz:

Doce de Abóbora e Laranja 3€
Doce de Tomate 3€

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Tirar nabos da púcara... faz bem à saúde


Há quem odeie, há quem adore. Mas não é fácil gostar, à partida, de cabeças de nabo. O seu sabor intenso e amargo faz muitas crianças fugirem dele como o diabo da cruz. E nem todas fazem a reconciliação, mais tarde na vida. Mas vale a pena dar-lhe uma segunda oportunidade.
Apesar de mal amado – herança do tempo em que os ricos o afastaram das suas mesas por ser tão comum nas dos pobres – o nabo tem qualidades que deviam fazer dele uma presença mais frequente nas nossas refeições. É leve, pouco calórico, rico em nutrientes importantes e de fácil digestão.
Tem um efeito benéfico para quem sofre de artrite reumatóide, ajuda a descongestionar os pulmões de quem tem asma ou bronquite, protege a saúde do cólon e previne a aterosclerose.
Os japoneses comem-no cru, ralado, acompanhando sushi e sashimi. Tem a função de neutralizar o sabor de cada peixe e preparar o paladar para o seguinte. Por isso, comem um pouco de nabo antes de passar para um tipo de peixe diferente.
Experimente fazer o mesmo, acrescentando-o às suas saladas. Nesta forma, é óptimo para acompanhar fritos, pois dá uma boa ajuda na digestão.
Mas para quem, definitivamente, não gosta de nabo, é fácil disfarçar o seu sabor na base de sopas e cremes, misturando outros legumes mais doces.


Fora de culinárias:

Há quem goste de tirar nabos da púcara, mesmo que não seja para saboreá-los. Diz-se de quem procura saber da vida dos outros através de rodeios, ou seja, meta conversa para satisfazer a curiosidade acerca de algum assunto, mas nunca o assumindo diretamente. 


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Creme de nabo e cenoura


Para quem torce o nariz ao nabo - e não são só as crianças - deixamos a sugestão de um creme de nabo e cenoura. O doce da cenoura suaviza o sabor intenso do nabo. Um conselho: se tem filhos, não lhes diga que o creme tem nabo. Pelo menos, não antes de terem comido até à última colher...

Creme de nabo e cenoura



3 cenouras
2 cabeças de nabo
1 batata 
2 cebolas
3 dentes de alho
sal e azeite q.b




Cozer os legumes em cerca de um litro de água. Temperar com sal e azeite e triturar 
até obter um creme aveludado. 
Servir com cebolinho picado e/ou croutons. 
Também pode juntar a cada prato uma colher de natas, que suavizará ainda mais o sabor do creme.